Perguntas Frequentes

Posso ter acompanhante durante minha internação?

Sim, a lei Federal nº 11.108, de 07 de abril de 2005 garante à mulher um acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto, parto e pós-parto, exceto em situações que contraindiquem, como no caso da pandemia pela COVID-19.

A MATER permite a entrada de DOULAS?

Sim, o CRSMRP- Mater permite a entrada de doulas voluntárias, mediante realização de cadastro e integração na instituição.

Portanto é necessário comunicar previamente sua presença ao hospital.

Eu tenho um plano de parto, ele é aceito na MATER?

Sim. Pedimos que se possivel você o entregue durante as suas consultas do pré-natal e converse com o médico ou a enfermeira obstetra sobre ele.

Na medida do possível e se não houver nenhuma intercorrência, os profissionais respeitarão as suas escolhas.

Com quantos centímetros de dilatação a mulher interna?

O CRSMRP-Mater segue protocolos nacionais e internacionais e busca sempre a prática baseada em evidências científicas.

As recomendações atuais afirmam que uma mulher em trabalho de parto tem pelo menos 6 cm de dilatação, porém este não é o único critério a ser avaliado, a equipe também avalia a frequência e intensidade das contrações, se a bolsa rompeu ou continua íntegra, o coração do bebê, dentre outros fatores.

Quando devo procurar o pronto atendimento da maternidade?

  • O bebê não mexer pelo menos uma vez a cada 6 horas;
  • Sua bolsa romper (perder líquido via vaginal);
  • Houver perda de Sangue via vaginal em grande quantidade;
  • Sentir contrações a cada 3 minutos que não passam;
  • Sentir dor de cabeça com visão embaçada;
  • Perceber manchas vermelhas pelo corpo, febre ou vômitos persistentes.

Fui encaminhada para ter meu bebê na MATER, eu posso conhecer o hospital antes? Como devo fazer?

Pode e deve!

Sabemos como é importante para uma mulher em trabalho de parto estar familiarizada com o ambiente em que vai parir.

Para isso durante o encontro de gestantes é realizada uma visita na maternidade acompanhada pela nossa assistente social.

Caso não possa comparecer basta ligar no hospital e agendar a sua visita. Traga seu acompanhante!

A MATER faz cesárea?

Sim, quando a cirurgia é necessária.  

A cesariana é um procedimento que salva muitas vidas, sem dúvidas. Mas, é um tipo de cirurgia, de grande porte e com riscos que não podem ser ignorados. 

Dessa forma, deve ser realizada apenas com indicações médicas que segundo a Organização Mundial de Saúde são:

  • Prolapso de cordão umbilical: quando o cordão umbilical sai pela vagina materna antes do bebê;
  • Apresentação córmica: quando o bebê está atravessado (na horizontal) dentro da barriga da mãe;
  • Placenta prévia: quando a placenta fica tampando a saída do bebê pelo colo do útero;
  • Cicatriz uterina corporal: quando a mulher tiver feito uma cirurgia no útero com o corte “de comprido” (na vertical).
  • Herpes genital com lesão ativa no momento do parto: a herpes é uma doença com pequenas bolhas muito doloridas que pode passar para o bebê;
  • Desproporção céfalo-pélvica: quando o tamanho do bebê é grande demais para a bacia da mãe. A única forma de saber se existe essa desproporção é quando a mãe já tem dilatação total do colo do útero e o bebê não consegue descer na bacia dela.

Outras possíveis indicações:

  • Batimentos cardíacos do bebê alterado: na Mater durante seu trabalho de parto, os batimentos do bebê são avaliados com frequência e caso qualquer alteração, a cesárea pode ser indicada;
  • Iteratividade: quando a mulher tem duas ou mais cesáreas anteriores;
  • Cesárea anterior: Há menos de 18 meses;
  • Gemelares: se o primeiro bebê estiver sentado;
  • Bebê pélvico: bebê sentado;
  • Descolamento de placenta: a placenta descola do útero;
  • Rotura uterina: o útero se rompe.

 

Quais são os benefícios do parto normal?

O parto vaginal, popularmente chamado de parto normal, tem incontáveis benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê:

  • A passagem do bebê pelo canal vaginal o coloca em contato com bactérias da mãe, fazendo-o criar resistência contra doenças na vida adulta como asma, diabetes, obesidade e doenças autoimunes;
  • O trabalho de parto prepara o recém-nascido para a vida fora do útero com a liberação de hormônios e a passagem pelo canal de parto que facilitam a respiração e diminuem a necessidade de oxigênio e internação em berçário/UTIN;
  • Ao nascer o bebê passa por uma mudança brusca, saindo de um ambiente quentinho, escuro e silencioso (útero) para um ambiente frio, repleto de luzes e sons, e nesse momento o colo transmite segurança para ele. Esse contato é possível independente do tipo de parto.
  • O bebê que nasce de parto vaginal geralmente fica mais alerta nas primeiras horas de vida, o que favorece o inicio precoce da amamentação, aumentando as chances de sucesso;
  • O risco de hemorragia é consideravelmente menor no parto vaginal, portanto as chances da mulher precisar de transfusão sanguínea na cesárea são muito maiores;
  • Recuperação quase imediata, pois após o parto vaginal sem complicações, a mulher poderá se levantar quando se sentir disposta. Na cirurgia cesariana, é necessário aguardar no mínimo 6 horas, por conta da anestesia;

Após o parto vaginal a mulher poderá sentir alguma dor que normalmente é aliviada com analgésicos.  A dor da cesariana pode ser mais intensa e persistente, muitas vezes é necessário uso de medicações de ação mais potente e por mais tempo. 

Eu tenho que ficar deitada para ter meu bebê?

Não. Esta é a posição mais desconfortável para a mulher e prejudica o fluxo de sangue e oxigênio para o bebê, além de dificultar o trabalho de parto, aumentando a intensidade da dor durante as contrações e a duração do trabalho de parto.

As posições verticais, como ficar em pé, de cócoras, de quatro apoios ou deitada de lado facilitam o nascimento.

Converse com os profissionais sobre a posição mais confortável para você, durante o trabalho de parto e parto.

Meu bebê vai ser registrado no hospital?

Possuímos uma unidade representante dos Cartórios no hospital. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 08h às 17h.

E se meu leite for fraco ou não sustentar meu bebê?

O leite materno nunca é fraco.

A aparência do leite muda conforme a fase da amamentação: nos primeiros dias o leite é em pequena quantidade, grosso e transparente. É o colostro, um leite muito concentrado, nutritivo e com muitos anticorpos.

É conhecido como a primeira vacina do bebê, sendo eliminado pelo peito até o 3º ou 4ºdia após o parto. O colostro também protege o mamilo por ser rico em gordura.

O leite maduro muda de aparência conforme a duração da mamada:

O leite branco: constitui a primeira parte, aparece a partir do 3º e 4º dia após o parto e forma-se nos intervalos das mamadas. O aspecto aguado faz com que as mães pensem que o leite é fraco, erroneamente, pois ele hidrata o bebê.

 A segunda parte é um leite denso, produzido após alguns minutos em que a criança estiver sugando. Este leite é rico em gordura e auxilia na nutrição do bebê.

O que eu devo fazer para evitar rachaduras?

Tomar sol nos mamilos por 10 a 15 minutos pela manhã, antes das 10h, ainda na gestação.

Não usar cremes sabonetes, buchas, pomadas ou óleos nos mamilos e aréolas.

Utilizar o próprio leite após a mamada, pois o mesmo contém agentes protetores e lubrificantes.

A mamadeira pode fazer com que o bebê recuse o seio materno?

Sim, pois quando o bebê experimenta outro tipo de “bico” como mamadeiras e chupetas ele pode ficar confuso, abandonando o seio materno.

Como alternativa ao uso da mamadeira, o CRSMRP-Mater pode ensinar aos acompanhantes e familiares a oferecerem o leite da própria mãe, pelo copinho.

Cerveja preta faz aumentar o leite e acalmar o bebê?

Bebidas alcoólicas não são aconselháveis porque podem ser transferidas para o bebê através da amamentação.

Desta forma o bebê dorme mais tempo causando uma falsa sensação de saciedade, porém deixa de sugar o seio mais vezes e consequentemente reduz a produção de leite.

A criança deve mamar quando quiser desde o nascimento?

Sim, as pessoas comem quando sentem fome e não quando o relógio manda, o bebê não é diferente.

O Ministério da Saúde preconiza aleitamento materno exclusivo e de livre demanda (quando o bebê tiver fome) até o 6º mês completo de vida.

Após este período complementar a alimentação conforme a recomendação do pediatra, porém é importante para a mãe e para o bebê continuar o aleitamento por até 2 anos ou mais.

O leite materno se modifica e acompanha o crescimento do bebê, sendo uma  importante fonte de vitamina C para a criança.

Eu posso comer durante o trabalho de parto?

Sim. Você pode comer alimentos leves e líquidos durante seu trabalho de parto.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o trabalho de parto requer enormes quantidades de energia.

Como não se pode prever a sua duração, é preciso repor as fontes de energia, a fim de garantir o bem-estar fetal e materno.

Eu posso ter um fotógrafo para filmar meu parto?

Não é permitido a presença de fotógrafos nem filmagem na instituição.

Autorizamos que o acompanhante fotografe mãe e bebê após o nascimento.

Eu tenho direito à anestesia? Quando eu posso tomar?

Sim. Disponibilizamos outros métodos de alivio da dor sem uso de medicação como: massagem, banho quente, bola de pilates, compressas de água quente, que muitas vezes são suficientes para aliviar as dores do trabalho de parto por um tempo.

Porém, caso ache necessário a analgesia de parto é um direito seu, e será realizada quando você desejar, desde que não haja contraindicações relacionadas a você e ao seu bebê e antes de realizá-la a equipe lhe informará os riscos e benefícios deste procedimento.

Devo dar água ou chá para o meu bebê antes dos 6 meses?

Não é indicado oferecer outros tipos de alimentos ou bebidas ao bebê até o 6º mês de vida, pois o leite materno é o alimento ideal para o seu desenvolvimento, hidratação e nutrição.

Amamentar faz o peito cair?

Não, pois esta alteração ocorre pela força da gravidade ao longo dos anos e durante a gestação, com o crescimento da mama, e não pelo ato de amamentar.